Atendimento exclusivamente particular. Não atendemos por planos de saúde.
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Amigdalectomia e adenoidectomia

Cirurgia de retirada de amígdalas em adultos e crianças

Para quem vive de antibiótico em antibiótico, convive com caseo e mau hálito que não passam, ou tem apneia do sono por obstrução da garganta. Indicação criteriosa e pós-operatório acompanhado de perto, que é onde essa cirurgia se ganha ou se perde.

Consultório da Clínica Sinus, onde é feita a avaliação da garganta
Anestesia
GeralCom avaliação pré-anestésica obrigatória antes de marcar a data.
Duração
30 a 60 minMais tempo quando a adenoide entra no mesmo procedimento.
Via de acesso
Pela bocaSem nenhum corte externo e sem cicatriz visível.
Recuperação
Mais longaNo adulto costuma pedir cerca de duas semanas. A criança se recupera mais rápido.
Quando operar

Amígdala grande, sozinha, não é motivo para cirurgia

As amígdalas fazem parte da defesa do organismo. A decisão de retirá-las leva em conta a frequência das infecções, o impacto na sua respiração e na sua vida, e o que já foi tentado antes. Não é uma conta que se fecha olhando só para o tamanho delas.

Costuma ser indicada quando

Existe prejuízo mensurável e repetido, documentado ao longo do tempo.

  • Amigdalites de repetição, com episódios frequentes ao longo de um a três anos e uso recorrente de antibiótico
  • Apneia obstrutiva do sono ou ronco importante por obstrução da garganta
  • Caseo e mau hálito persistentes que não cederam ao tratamento clínico nem aos procedimentos de consultório
  • Abscesso peritonsilar já tratado, principalmente quando houve mais de um episódio
  • Amígdalas muito aumentadas, a ponto de atrapalhar a deglutição ou a fala
  • Assimetria entre as amígdalas ou lesão suspeita, situação que exige investigação

Nem sempre é o melhor caminho

Nesses casos existe alternativa, e ela costuma ser tentada primeiro.

  • Dor de garganta frequente, mas por causa viral, refluxo ou ar seco, e não por amigdalite bacteriana
  • Caseo isolado, sem infecções de repetição. A criptólise por laser, feita no consultório, costuma resolver sem retirar as amígdalas
  • Ronco cuja obstrução principal está no nariz, e não na garganta
  • Amígdalas grandes em criança que dorme bem, respira pelo nariz e não tem infecções
  • Um único episódio de amigdalite forte, por mais assustador que tenha sido
Antes de indicar a cirurgia, mapeamos a via aérea inteira.

A nasofibrolaringoscopia é feita na própria consulta, já inclusa no valor, e mostra amígdalas, adenoide, base da língua e nariz. É comum descobrir ali que o ronco vem do nariz, ou que o caseo resolve com criptólise por laser, sem sala cirúrgica.

Anatomia

O que fica onde, dentro da sua garganta

Vista da boca aberta. Toque em cada número para entender a estrutura e o papel dela na respiração e nas infecções de repetição.

1 2 3 4 5 Esquema ilustrativo, fora de escala

A nasofibrolaringoscopia da consulta mostra todas estas estruturas nas suas próprias imagens, inclusive a adenoide, sem radiação.

Caminhos possíveis

Entre o antibiótico e a sala de cirurgia existe um meio

Muita gente chega aqui achando que só há duas saídas: conviver com o problema ou retirar as amígdalas. Existe um caminho intermediário, e para parte dos casos ele basta.

Primeiro passo

Tratamento clínico

Higiene orofaríngea orientada, controle do refluxo, tratamento da rinite e manejo correto das crises.

Resolve
Crises isoladas e irritação
Não resolve
Obstrução por amígdala grande
Anestesia
Nenhuma
Afastamento
Nenhum
Indicado quando
As crises são esparsas
Preserva as amígdalas

Criptólise por laser

Laser aplicado nas criptas para eliminar o acúmulo de caseo, feito no próprio consultório.

Resolve
Caseo e mau hálito
Não resolve
Amigdalite de repetição
Anestesia
Local, em consultório
Afastamento
Praticamente nenhum
Indicado quando
Há caseo sem infecções
O foco desta página

Amigdalectomia

Retirada completa das amígdalas, com ou sem adenoidectomia, sob anestesia geral.

Resolve
Infecções e obstrução
Não resolve
Apneia por base da língua
Anestesia
Geral
Afastamento
Cerca de duas semanas no adulto
Indicado quando
Há repetição ou apneia
A escolha depende do que incomoda, não do tamanho da amígdala.

Caseo sem infecção costuma resolver com laser. Infecção de repetição e apneia pedem a retirada. Quando existem as duas coisas juntas, a conversa muda, e é na consulta que isso se separa.

Como é feita

Pela boca, sem corte externo, sem cicatriz aparente

As amígdalas ficam nas laterais da garganta e a adenoide fica atrás do nariz, onde só o endoscópio enxerga. As duas são retiradas pela boca, com a pessoa dormindo, e o cuidado técnico está em controlar bem o sangramento para reduzir dor e complicação depois.

Avaliação

Exame de vídeo da garganta e do nariz, histórico dos episódios e, quando há suspeita de apneia, investigação do sono antes de decidir.

Preparo

Avaliação pré-anestésica, exames de sangue e jejum. Você recebe por escrito o que comprar e organizar para a primeira semana em casa.

Cirurgia

Com a boca mantida aberta por um afastador, as amígdalas são descoladas da musculatura. A adenoide, quando indicada, sai no mesmo tempo, por via endoscópica.

Recuperação

Observação hospitalar, alta com prescrição de analgesia regular e orientações de dieta. O acompanhamento segue pelo WhatsApp nos dias seguintes.

No nosso canal

Assista antes de fazer a sua cirurgia

O pós-operatório de garganta explicado sem suavizar: o que dói, quando dói mais, o que comer e quais sinais exigem contato imediato.

O vídeo só carrega quando você clica, para não deixar a página lenta.

Pós-operatório

Vamos ser honestos: a recuperação do adulto incomoda

Preferimos que você saiba disso antes e se organize, em vez de descobrir no terceiro dia. Quem chega preparado atravessa melhor. O roteiro abaixo é o percurso comum, e o seu caso vem detalhado nas orientações por escrito que entregamos antes da cirurgia.

Primeiras 24 horas

Dor de garganta e muito líquido gelado

A dor começa logo e é tratada com analgesia em horário fixo, não apenas quando aperta. Líquidos gelados, sorvete e gelatina ajudam a aliviar e, mais importante, mantêm você hidratado. Hidratação é o que mais reduz a dor nesse período.

Terceiro ao sétimo dia

O pico, e a placa branca que assusta

É quando a dor costuma ser mais forte e pode irradiar para os ouvidos, mesmo sem nada de errado com eles. Aparece uma placa esbranquiçada no lugar das amígdalas: é a cicatrização normal, não é infecção nem pus. O mau hálito desses dias também é esperado e passa.

Segunda semana

Melhora clara, mas ainda com cuidados

A dor cede dia após dia e a alimentação volta ao normal aos poucos. É também o período em que pode ocorrer sangramento tardio, quando a placa se solta. Por isso mantemos as restrições de esforço físico mesmo quando você já está se sentindo bem.

Da terceira semana em diante

Garganta cicatrizada

A maioria dos adultos já retomou a rotina completa. O benefício que motivou a cirurgia, menos infecções, fim do caseo ou sono melhor, costuma aparecer ao longo dos meses seguintes.

Qualquer sangramento pela boca exige atendimento imediato, mesmo que pequeno e mesmo que pare sozinho.

Não espere, não observe em casa e não tente avaliar se é grave: procure o pronto-socorro e avise a equipe pelo WhatsApp. É a orientação mais importante desta página. Febre alta persistente e recusa total de líquidos também pedem contato imediato.

Planeje antes de marcar

Quanto tempo você vai precisar parar?

Esta é a cirurgia em que subestimar o afastamento mais atrapalha. Duas perguntas dão uma faixa realista para você se organizar antes de escolher a data.

Estimativa de retorno à rotina

Vale para o adulto. Criança costuma se recuperar bem mais rápido, em geral em torno de uma semana.

Como é o seu trabalho?
Você treina com regularidade?
— responda as duas perguntas acima

A faixa aparece aqui.

Estimativa para planejamento, não é prescrição. O risco de sangramento tardio mantém restrições de esforço mesmo quando a dor já passou. O seu afastamento real é definido pela equipe, e atestado e relatório são fornecidos pela clínica.

Antes da cirurgia

A despensa certa muda a sua primeira semana

Nesta cirurgia, metade do conforto do pós-operatório se decide no que você comprou antes. Marque conforme for resolvendo: a lista fica salva no seu navegador.

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itens resolvidos. Nada é enviado para a clínica, a marcação fica só no seu aparelho.

Em crianças

Quando o seu filho ronca e respira pela boca

Na criança, a indicação mais comum hoje não é infecção, é o distúrbio respiratório do sono. Amígdalas e adenoide aumentadas obstruem a passagem do ar justamente na fase em que o sono comanda o crescimento e o aprendizado.

Sinais que merecem avaliação

Nenhum deles isoladamente fecha diagnóstico, mas juntos pedem uma consulta.

  • Ronco quase todas as noites, com pausas ou engasgos
  • Boca aberta para respirar, de dia e de noite
  • Sono agitado, suor excessivo, xixi na cama depois da idade esperada
  • Irritabilidade, desatenção e queda no rendimento escolar
  • Otites de repetição ou líquido atrás do tímpano
  • Voz anasalada e atraso no desenvolvimento da fala

Como avaliamos

Sem radiação e sem drama, no mesmo dia da consulta.

  • Nasofibroscopia com aparelho fino e flexível, que mostra a adenoide em poucos minutos
  • Exame da garganta e dos ouvidos no mesmo atendimento
  • Investigação do sono quando o quadro sugere apneia
  • Avaliação da rinite, que muitas vezes é o que mantém a adenoide inchada
  • Conversa com os pais sobre o que esperar, com e sem cirurgia
A criança se recupera mais rápido que o adulto.

A dor costuma ser menor e o retorno à rotina mais curto. O desafio dos pais nos primeiros dias é garantir que ela beba líquido o suficiente, mesmo recusando comida. Isso a gente orienta em detalhe antes da cirurgia.

Mitos e verdades

O que se fala por aí sobre tirar as amígdalas

Mito

Sem amígdalas a imunidade cai

As amígdalas são apenas uma parte do sistema de defesa, que continua inteiro no resto do corpo. Em quem tem indicação, o efeito prático costuma ser o contrário: menos infecções, menos antibiótico e menos faltas no trabalho ou na escola.

Mito

Só criança tira amígdala

Adulto opera, e com frequência. Muda a indicação principal, que no adulto costuma ser amigdalite de repetição, caseo refratário ou apneia do sono, e muda a recuperação, que é mais incômoda e mais longa.

Verdade

A dor de ouvido no pós-operatório é normal

É a chamada dor referida. Os nervos da garganta e do ouvido compartilham o mesmo caminho, então o cérebro interpreta a dor como se viesse do ouvido. O ouvido está perfeito. Esperar isso evita susto no quarto ou quinto dia.

Verdade

A placa branca na garganta é esperada

É fibrina, o tecido de cicatrização que cobre a área operada. Não é pus nem infecção. Ela se solta sozinha ao longo da segunda semana, e é justamente esse momento que exige atenção ao risco de sangramento.

Mito

Tirar amígdala resolve todo mau hálito

Resolve quando o caseo é a causa. Mau hálito também vem de problemas dentários, refluxo, boca seca e sinusite. Por isso investigamos a origem antes, e muitas vezes o caso se resolve sem cirurgia.

Verdade

Existe alternativa para quem só tem caseo

A criptólise por laser, feita no consultório, trata as criptas das amígdalas e elimina o acúmulo de caseo preservando o órgão. É uma opção real para quem tem caseo e mau hálito sem infecções de repetição.

Quem opera

Quem avalia é quem opera e quem acompanha

Os dois sócios-fundadores da clínica têm título de especialista pela ABORL-CCF e fellowship em cirurgia endoscópica. Você não é passado adiante entre profissionais a cada etapa.

Dra. Bruna Coelho Ellery

Dra. Bruna Coelho Ellery

Otorrinolaringologia e cirurgia

Título de especialista pela ABORL-CCF e fellowship em cirurgia endoscópica nasal e base de crânio no Instituto Felippu.

CRM-SP 171.304 · RQE 90.404
Dr. Guardiano Teixeira

Dr. Guardiano Teixeira

Otorrinolaringologia e cirurgia

Formado pela UFCSPA, residência no HCPA, título pela ABORL-CCF e fellowship em rinologia e base de crânio no Instituto Felippu.

CRM-SP 203.960 · RQE 86.953
Dúvidas frequentes

As perguntas que todo mundo faz antes de decidir

No adulto, o período habitual gira em torno de duas semanas, porque a dor é significativa e o risco de sangramento tardio ainda existe na segunda semana. Programe a cirurgia para um momento em que você consiga de fato parar.

A criança costuma voltar mais rápido, muitas vezes em cerca de uma semana. Fornecemos atestado e relatório para a empresa ou para a escola.

Nos primeiros dias, líquidos e alimentos frios ou gelados: água, sucos sem acidez, sorvete, gelatina, iogurte, purês frios. O frio alivia a dor e reduz o sangramento.

Evite alimentos quentes, ácidos, duros, crocantes ou muito temperados enquanto a garganta estiver cicatrizando. A reintrodução é gradual e orientada. Beber líquido é a parte inegociável: desidratação piora a dor.

Não. As amígdalas são uma parte do tecido linfático, e o restante do sistema imunológico permanece íntegro e assume a função. Os estudos não mostram prejuízo relevante de imunidade após a cirurgia.

Em quem tinha indicação, o resultado prático costuma ser o inverso: menos episódios de infecção e menos uso de antibiótico.

Quando a amígdala é retirada por completo, não volta a crescer. Pode restar um resíduo mínimo de tecido, sem significado clínico na maioria dos casos.

A adenoide é diferente: em crianças pequenas ela pode voltar a crescer depois da cirurgia, situação incomum mas possível, e por isso o acompanhamento continua.

As cordas vocais não são tocadas na cirurgia, então o timbre da voz permanece. O que pode mudar discretamente é a ressonância, pelo espaço maior na garganta, algo que costuma passar despercebido no dia a dia.

Em quem usa a voz profissionalmente, cantores e locutores, essa conversa é feita com detalhe antes da decisão.

Sim, e com frequência é o que fazemos. A criptólise por laser trata as criptas onde o caseo se acumula, é feita em consultório, sem internação, e preserva as amígdalas.

Ela é indicada para quem tem caseo e mau hálito sem amigdalites de repetição. Quando existem as duas coisas, a conversa muda e a cirurgia volta à mesa.

O atendimento na clínica é exclusivamente particular, sem convênio. Emitimos nota fiscal e relatório médico detalhado para que você solicite reembolso ao seu plano, quando o contrato prevê essa cobertura.

A secretaria explica pelo WhatsApp como funciona o processo, incluindo a parte hospitalar, que segue regras próprias de cada operadora.

Operamos em hospitais de referência de São Paulo, com equipe anestésica de confiança e materiais de primeira linha. A escolha depende do seu caso, da sua agenda e da sua preferência.

As opções disponíveis são apresentadas na consulta, antes de qualquer decisão, junto com a estimativa de custo hospitalar.

Para assistir antes da consulta

Mais sobre a sua garganta

Leve estas perguntas para a consulta

Paciente que chega com perguntas na mão sai com decisão mais firme. Pode imprimir ou tirar um print desta lista.

  1. Quantos episódios eu tive e isso já preenche critério de cirurgia?
  2. No meu caso, a criptólise por laser resolveria sem retirar as amígdalas?
  3. A adenoide entra no mesmo procedimento?
  4. Se o meu problema é apneia, o ponto que fecha é mesmo a amígdala?
  5. Qual técnica será usada e por que ela foi escolhida para mim?
  6. Como é a analgesia em casa e por quantos dias?
  7. Quais sinais exigem que eu procure o pronto-socorro na hora?
  8. Quem opera e quem me acompanha no pós-operatório?
Glossário

Os termos que você vai ouvir na consulta

Antes de operar,
vale entender se precisa.

A consulta inclui o exame de vídeo da garganta e do nariz. Se existir um caminho sem sala cirúrgica para o seu caso, vamos apresentar esse caminho primeiro.

Rua Gomes de Carvalho, 921, cj. 33/34, Vila Olímpia Segunda a sexta, das 8h às 17h Atendimento exclusivamente particular
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